O TRÂNSITO MATA 70 MIL PESSOAS POR ANO
Não sei dirigir de outra maneira
que não seja arriscada. Quando
tiver de ultrapassar vou ultrapassar
mesmo. Cada piloto tem o seu limite.
O meu é um pouco acima do dos outros."Ayrton Senna"
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Região que poderá vir a ser o estado de Tapajós é uma terra de contrastes
Os paraenses irão às urnas no próximo dia 11 para decidir se querem, ou não, a divisão do estado em três.A equipe de um jornal da rede globo (JN) está em Santarém, na região que poderá vir a ser o estado de Tapajós.
O que chama atenção na região do Rio Tapajós é a beleza natural. São paisagens exuberantes e belíssimas. Por outro lado, há também uma carência muito grande de infraestrutura. A assistência de saúde que a população recebe, por exemplo, é bastante precária.
Se o estado for criado, Santarém poderá ser a nova capital.
Tapajós teria mais da metade da área do atual Pará. Seriam 27 municípios, 1,2 milhão de habitantes, 15% da população do Pará hoje. O PIB, a soma de tudo que é produzido pela economia, seria de quase R$ 6,5 bilhões, 11% do PIB do Pará.
A região é estratégica. A equipe de um jornal da rede globo (JN) visitou o porto que manda soja do Centro-Oeste para a Europa. Bem diferente é a situação do porto municipal: “É perigoso, principalmente para quem anda com filho”, conta uma moradora. É um risco também para os estivadores.
O rio muitas vezes também é o caminho para quem precisa de tratamento médico. Dona Odila tem que ir a Belém cuidar da vista. “É melhor rezar para não adoecer, porque, se adoecer, morre”, avisa.
Os grupos pró e contra a criação do estado do Tapajós têm ideias diferentes para resolver esses problemas.
“Estruturar uma nova máquina pública, com todas as esferas de poder e de cargos, vai desviar recursos que seriam necessários, inclusive, para atender esses direitos e encurtar essas distâncias, em detrimento da estruturação do novo estado”, avalia Cândido Cunha, do movimento contrário à divisão.
“Com o governo mais próximo, seguramente, com lideranças mais próximas, nós teremos aqui políticas públicas mais próximas atendendo essa população. Essa população que carece, que está muito distante do grande centro e que vive hoje isolada”, afirma Olavo das Neves, da frente pró-Tapajós.
Na região que pode vir a se tornar um novo estado, está sendo construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A estimativa é de que a obra leve desenvolvimento e a migração de até 100 mil pessoas para a região.
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