Para a torcida, o acesso já estava garantido. As faixas do Canindé, que assistiram ao calvário sempre de ponta a cabeça, voltaram à posição de origem na terça-feira, marcando a redenção da Lusa. Com uma campanha excepcional e um futebol empolgante, que rendeu ao time do técnico Jorginho o apelido de “Barcelusa”, a Portuguesa resgatou antigos torcedores e conquistou uma nova geração, que se juntaram em uma caravana para selar um recomeço.
O ponto de encontro não poderia ser outro: o Canindé. Aos poucos, as ruas em torno do estádio foram se colorindo em rubro-verde. Eram bandeiras por todos os lados e torcedores de todos os tipos. Mário dos Santos, aos 76 anos, mostrava disposição de menino. Ele, que é habitué das caravanas da Lusa, conversava com todos, relembrando os dias de glória da Portuguesa. Mário exibia com orgulho a carteirinha de sócio, que tem desde a época em que o Canindé ainda tinha arquibancadas de madeira.

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